A propósito da persistência da oralidade de que nos fala Pierre Lévy...
O professor ensina e o aluno aprende, ou dito de outro modo, os professores falam e os alunos ouvem. Tem sido esta a natureza e a essência do ensino.
Por isso, o saber académico, a cultura escolar é fruto, essencialmente, da transmissão oral. É certo que os alunos (alguns!) também lêem livros… O saber escolar, é assim, também, complementado livrescamente. Mas, na sua génese, está a transmissão oral.
Algo completamente distinto acontece agora com a aprendizagem baseada em sistemas de ensino a distância, onde a oralidade desapareceu (pelo menos não é evidente, para já), ou tem uma expressão muito diminuta. Agora os professores não falam e os alunos ouvem. Agora, ambos escrevem. O que é que isto quer exactamente dizer? É o meio, ou seja, é a tecnologia que impõe o meio de transmissão? Não parece. De onde vem então esta supremacia da escrita sobre a oralidade em sistemas de ensino desta natureza?
Isto que estou aqui a escrever poderia tê-lo “dito”. Porque não o faço? Porque não o fiz?

2 comentários:
Olá Gonçalo
Penso que esta sua reflexão (a pretexto de Lévy) é uma temática muito central em ensino a distância. Seria um bom tema de investigação para a tese.
[ ] Lina Morgado
Professora
É uma ideia para germinar...
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