segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

A propósito da persistência da oralidade

O que se segue foi publicado na cadeira de CE, a propósito da obra de Lévy. Porque a temática que se enuncia se relaciona com o ensino a distância, parece-me oportuno transportá-la para aqui.


A propósito da persistência da oralidade de que nos fala Pierre Lévy...


O professor ensina e o aluno aprende, ou dito de outro modo, os professores falam e os alunos ouvem. Tem sido esta a natureza e a essência do ensino.

Por isso, o saber académico, a cultura escolar é fruto, essencialmente, da transmissão oral. É certo que os alunos (alguns!) também lêem livros… O saber escolar, é assim, também, complementado livrescamente. Mas, na sua génese, está a transmissão oral.

Algo completamente distinto acontece agora com a aprendizagem baseada em sistemas de ensino a distância, onde a oralidade desapareceu (pelo menos não é evidente, para já), ou tem uma expressão muito diminuta. Agora os professores não falam e os alunos ouvem. Agora, ambos escrevem. O que é que isto quer exactamente dizer? É o meio, ou seja, é a tecnologia que impõe o meio de transmissão? Não parece. De onde vem então esta supremacia da escrita sobre a oralidade em sistemas de ensino desta natureza?

Isto que estou aqui a escrever poderia tê-lo “dito”. Porque não o faço? Porque não o fiz?

2 comentários:

lm disse...

Olá Gonçalo
Penso que esta sua reflexão (a pretexto de Lévy) é uma temática muito central em ensino a distância. Seria um bom tema de investigação para a tese.
[ ] Lina Morgado

Gonçalo Simões disse...

Professora
É uma ideia para germinar...